amei a edição, obrigada! já fiz algo assim numa oficina de poesia, mas não fazia ideia que tinha um nome e artistas trabalhando nessa perspectiva, amei.
Essa edição tá demais! Esse tema me interessa bastante (aliás, obrigada por linkar meu texto).
Aqui em Amsterdã, um conhecido meu começou a organizar um evento de soundwalk chamado Drift Club. Ainda não consegui participar, mas tá na minha lista.
Esse texto me tocou muito pela forma como transforma algo tão simples (caminhar e ouvir) em um gesto de consciência e política. Enfim, me identifiquei com essa reflexão sobre quem pode, de fato, parar e escutar a cidade sem medo.
Obrigada, Laura. No fim das contas, a gente chega à conclusão que muitas coisas transformadoras estão em atos tão simples (mas, como disse o texto, nem sempre acessível a todos, mesmo que pareça um ato democrático).
Eu adoro caminhar, mas sempre levo o fone de ouvido comigo na intenção de escutar um podcast ou música. Nunca pensei em sair e somente escutar a cidade, inclusive nos dias que esqueço dos fones fico de mal humor. Mas agora esse conceito da soundwalk que conheci no seu texto plantou uma sementinha... Quem sabe na próxima caminhada não dou uma chance pra escutar o que o entorno tem pra contar?
A maioria de nós está sempre ocupado com o celular e, muitas vezes, com fone de ouvido. Todos fechados na sua própria bolha. Eu mesma já estive nesse cantinho, mas hoje raramente uso fone de ouvidos na rua. Se testar, me conta como foi. Vou adorar saber.
gosto muito de pensar em som quando estou viajando. inclusive, no impacto que os sons da cidade tem no nosso dia a dia. foi interessante meu último trecho de viagem: bali > hong kong > new york, e perceber que uma cidade grande como hong kong não tem tanto barulho como bali. os sons são diferentes e é privilégio com certeza poder ouvir uma música andando na cidade. em são paulo, não tenho coragem. comecei a usar um aplicativo, o merlin, para guardar e pesquisar os sons de pássaros na região que estou. é muito legal conhecer um lugar pelos seus sons também :)
Lembro de achar Bali bem barulhenta em alguns lugares, especialmente com as motocas. Mas acho que Bangkok é para mim uma das cidades mais barulhentas em que já estive - ao lado de Mumbai. Achei a cidade ensurdecedora. Adorei saber que você pesquisa sons de pássaros. Se um dia me visitar em Berlim, vou levá-la num observatório de pássaros que descobri passeando de bike pela borda da cidade.
Muito bom. Antes da pandemia eu corria na rua e sempre ia sem fone, pois me concentrava muito mais ouvindo os sons da rua. Hoje acho que entrava em estado meditativo mesmo.
Adorei essa edição e a abordagem do privilégio do flanar escutando a cidade.
Eu sempre gostei de correr sem fone e também era sem pensar muito. Acho que pode rolar mesmo esse estado meditativo de maneira inesperada. Obrigada pela leitura.
esse tema me fascina. na faculdade, fiz um trabalho em que fui com um zoom pro cemitério da consolação em vários dias da semana, horários diferentes, para captar o som, media os decibéis também. nem os mortos descansam em paz em sp. tenho hiperacusia e um dos motivos de ter me mudado de sp foi a poluição sonora. aqui na minha casa no interior, os sons são outros: as maritacas ao nascer e por do sol, o trem de carga, o sino da igreja marcando cada meia hora, o vento farfalhando as palmeiras imperiais. fora isso, tem dias que ouço a eletricidade nos fios. sobre o soundwalk, acho que é algo comum pras mulheres sempre estarem com os ouvidos atentos para as ameaças em grandes centros urbanos. a escuta está sempre lá, o foco é que muda.
amei esse projeto do cemitério! captou algo inesperado? fiquei curiosa.... estou com saudades do sons do mato, especialmente agora que estou em são paulo que pode ser ensurdecedora (especialmente quando você passa dias indo e vindo pela marginal). btw, tive que googlar hiperacusia, que eu nunca tinha ouvido falar a respeito
infelizmente perdi o projeto e toda a minha vida digital até 2007, quando entraram no meu apto e roubaram meu computador. inclusive o começo do SP:00. que tristeza. mas lembro que me surpreendeu como era barulhento lá, sempre por volta de 60+ decibéis. no avião, costuma ser entre uns 81 db e 92 db. a gente acostuma pq o ruído é constante, mas sempre viaje com um protetor auricular!
Sinto muito, acho que lembro desse episódio do roubo. Siiim, eu to sempre com fone de ouvido ou protetores. Só assim consigo dormir (mas não sabia que era tão alto assim).
Amei.
Opa, obrigada pela leitura. :)
amei a edição, obrigada! já fiz algo assim numa oficina de poesia, mas não fazia ideia que tinha um nome e artistas trabalhando nessa perspectiva, amei.
Ah que demais! E tudo a ver mesmo poesia e soundwalk.
Essa edição tá demais! Esse tema me interessa bastante (aliás, obrigada por linkar meu texto).
Aqui em Amsterdã, um conhecido meu começou a organizar um evento de soundwalk chamado Drift Club. Ainda não consegui participar, mas tá na minha lista.
Deixo a página do Instagram caso você venha algum dia pra cá e queira participar: https://www.instagram.com/driftclub_nl
Aaaah que demais! Aliás, preciso muito dar um pulo em Amsterdã. Avisarei se for, quem sabe armamos uma soundwalk juntas?
Eu topo, hein! Avisa sim :)
Esse texto me tocou muito pela forma como transforma algo tão simples (caminhar e ouvir) em um gesto de consciência e política. Enfim, me identifiquei com essa reflexão sobre quem pode, de fato, parar e escutar a cidade sem medo.
Obrigada, Laura. No fim das contas, a gente chega à conclusão que muitas coisas transformadoras estão em atos tão simples (mas, como disse o texto, nem sempre acessível a todos, mesmo que pareça um ato democrático).
Eu adoro caminhar, mas sempre levo o fone de ouvido comigo na intenção de escutar um podcast ou música. Nunca pensei em sair e somente escutar a cidade, inclusive nos dias que esqueço dos fones fico de mal humor. Mas agora esse conceito da soundwalk que conheci no seu texto plantou uma sementinha... Quem sabe na próxima caminhada não dou uma chance pra escutar o que o entorno tem pra contar?
A maioria de nós está sempre ocupado com o celular e, muitas vezes, com fone de ouvido. Todos fechados na sua própria bolha. Eu mesma já estive nesse cantinho, mas hoje raramente uso fone de ouvidos na rua. Se testar, me conta como foi. Vou adorar saber.
gosto muito de pensar em som quando estou viajando. inclusive, no impacto que os sons da cidade tem no nosso dia a dia. foi interessante meu último trecho de viagem: bali > hong kong > new york, e perceber que uma cidade grande como hong kong não tem tanto barulho como bali. os sons são diferentes e é privilégio com certeza poder ouvir uma música andando na cidade. em são paulo, não tenho coragem. comecei a usar um aplicativo, o merlin, para guardar e pesquisar os sons de pássaros na região que estou. é muito legal conhecer um lugar pelos seus sons também :)
Lembro de achar Bali bem barulhenta em alguns lugares, especialmente com as motocas. Mas acho que Bangkok é para mim uma das cidades mais barulhentas em que já estive - ao lado de Mumbai. Achei a cidade ensurdecedora. Adorei saber que você pesquisa sons de pássaros. Se um dia me visitar em Berlim, vou levá-la num observatório de pássaros que descobri passeando de bike pela borda da cidade.
Não vejo a hora de conhecer Berlim Lalai, ainda não fui. Mas se for, com certeza, já sei com quem falar para descobrir os melhores rolês da cidade 🥰
vou adorar te receber :)
Muito bom. Antes da pandemia eu corria na rua e sempre ia sem fone, pois me concentrava muito mais ouvindo os sons da rua. Hoje acho que entrava em estado meditativo mesmo.
Adorei essa edição e a abordagem do privilégio do flanar escutando a cidade.
Um beijo
Eu sempre gostei de correr sem fone e também era sem pensar muito. Acho que pode rolar mesmo esse estado meditativo de maneira inesperada. Obrigada pela leitura.
Que texto gostoso ❤️
Que delícia ver vc aqui. 🥰
te senti muito aqui, a experiência é muito similar. que loucura é o mundo
que delícia e barulhento é o mundo! :)
esse tema me fascina. na faculdade, fiz um trabalho em que fui com um zoom pro cemitério da consolação em vários dias da semana, horários diferentes, para captar o som, media os decibéis também. nem os mortos descansam em paz em sp. tenho hiperacusia e um dos motivos de ter me mudado de sp foi a poluição sonora. aqui na minha casa no interior, os sons são outros: as maritacas ao nascer e por do sol, o trem de carga, o sino da igreja marcando cada meia hora, o vento farfalhando as palmeiras imperiais. fora isso, tem dias que ouço a eletricidade nos fios. sobre o soundwalk, acho que é algo comum pras mulheres sempre estarem com os ouvidos atentos para as ameaças em grandes centros urbanos. a escuta está sempre lá, o foco é que muda.
amei esse projeto do cemitério! captou algo inesperado? fiquei curiosa.... estou com saudades do sons do mato, especialmente agora que estou em são paulo que pode ser ensurdecedora (especialmente quando você passa dias indo e vindo pela marginal). btw, tive que googlar hiperacusia, que eu nunca tinha ouvido falar a respeito
infelizmente perdi o projeto e toda a minha vida digital até 2007, quando entraram no meu apto e roubaram meu computador. inclusive o começo do SP:00. que tristeza. mas lembro que me surpreendeu como era barulhento lá, sempre por volta de 60+ decibéis. no avião, costuma ser entre uns 81 db e 92 db. a gente acostuma pq o ruído é constante, mas sempre viaje com um protetor auricular!
Sinto muito, acho que lembro desse episódio do roubo. Siiim, eu to sempre com fone de ouvido ou protetores. Só assim consigo dormir (mas não sabia que era tão alto assim).
Escutar é entregarmo-nos ao mundo. Ao outro.
siiim! <3