É curioso como é “estranho” para nós brasileiros essa questão de ficar pelado em público, considerando que vivemos num país quente pra caramba, com um litoral gigante e que nossos antepassados são indígenas. Pela lógica, era para a nudez livre ser o comum por aqui. Mas aqui os corpos são sexualizados e isso complica tudo.
Confesso que quando estive na Alemanha fiquei chocada quando as pessoas de todos os tipos tomando sol nuas nos parques. Crianças jogando bola ao lado de homens nus. Isso aqui no Brasil é impensável e deixaria a família tradicional brasileira raivosa. E meu choque nem foi por puritanismo. Foi por ver perceber que nudez pode e deve ser naturalizada, e que o disfuncional é objetificar o corpo.
Quando a gente estranha é porque a gente se acostumou a ver de um jeito completamente diferente. Nudez no Brasil não é “normal”. A gente pode usar fio dental, mas topless é algo ousado. Só isso já dá um nó na cabeça. Mas muito puritanismo, machismo e algo fora da nossa realidade. Eu tive uma igualdade imensa em ficar nua em público. Foi um processo bem longo, mas hoje acho que foi uma das coisas mais libertadoras que aconteceu comigo (assim como no carnaval brasileiro conseguir ficar de hot pants e peitos de fora no meio da cidade de Sp)
Muito legal seu texto! Me apaixonei por sauna aqui no frio da noruega. Eu já ia no brasil mas confesso que não era uma rotina. Já fiquei pelada mas com toalha na sauna também. Uma coisa muito estranha para mim que deveria ser normal é se trocar no vestiário haha as pessoas simplesmente se trocam na frente das outras e no brasil sempre via indo em cabines separadas. Foi assim que também comecei a ver corpos diferentes e especialmente mais velhos (o que tem me feito ficar mais tranquila sobre o envelhecer). Só era estranho quando eu ia na academia da faculdade e ai chances de você ver sua professora/orientadora pelado e confesso que ainda não consigo fingir costume hahah
Eu tenho gostado de ver corpos mais idosos nu, porque sempre foi tão tabu e aí a gente vê e sabe onde vamos chegar e como podemos chegar. Tenho achado isso libertador. Aqui já abandonei a toalha, uso mesmo só para sentar em cima... mas imagino que encontrar alguém, como a professora, pode causar certo pudor! hahahahhaa
Fui recentemente em uma nova sauna que abriu por aqui e devo dizer que não consegui relaxar. Primeiro pela questão da nudez completa, que me incomoda bastante (sigo tentando entender de onde vem isso). Segundo que mal podia encostar nas coisas sem ter uma toalha protegendo a madeira das saunas, fui chamada atenção duas vezes até. Não sei como é em Berlim, mas aqui eu tenho a impressão que algumas pessoas estão na sauna apenas pra ver outros corpos nus e pra serem vistos também e isso, pra mim, vai contra o propósito dessa prática. Nem meu marido alemão se sente confortável. Espero muito um dia poder ver/sentir a nudez como algo natural e não sexualizado. Agora, iria fácil fácil em uma coffee rave, hein? Haha
Não sei onde vc está, mas aqui em Berlim sinto que ninguém tá muito aí pro outro. E isso eu acho libertador. Na academia que vou, também sinto o mesmo: ninguém preocupado com a nudez vizinha. Fiquei curiosa sobre o lugar onde vc está.
Seus posts são fascinantes, sempre aprendo algo novo! Nunca pensei que ficaria com vontade de viver a experiência de uma sauna peladona XD
Adorei ler isso. Obrigada pela leitura e comentário! E, não deixe de ter essa experiência se ela surgir na sua frente. É libertadora demais!
É curioso como é “estranho” para nós brasileiros essa questão de ficar pelado em público, considerando que vivemos num país quente pra caramba, com um litoral gigante e que nossos antepassados são indígenas. Pela lógica, era para a nudez livre ser o comum por aqui. Mas aqui os corpos são sexualizados e isso complica tudo.
Confesso que quando estive na Alemanha fiquei chocada quando as pessoas de todos os tipos tomando sol nuas nos parques. Crianças jogando bola ao lado de homens nus. Isso aqui no Brasil é impensável e deixaria a família tradicional brasileira raivosa. E meu choque nem foi por puritanismo. Foi por ver perceber que nudez pode e deve ser naturalizada, e que o disfuncional é objetificar o corpo.
Quando a gente estranha é porque a gente se acostumou a ver de um jeito completamente diferente. Nudez no Brasil não é “normal”. A gente pode usar fio dental, mas topless é algo ousado. Só isso já dá um nó na cabeça. Mas muito puritanismo, machismo e algo fora da nossa realidade. Eu tive uma igualdade imensa em ficar nua em público. Foi um processo bem longo, mas hoje acho que foi uma das coisas mais libertadoras que aconteceu comigo (assim como no carnaval brasileiro conseguir ficar de hot pants e peitos de fora no meio da cidade de Sp)
Muito legal seu texto! Me apaixonei por sauna aqui no frio da noruega. Eu já ia no brasil mas confesso que não era uma rotina. Já fiquei pelada mas com toalha na sauna também. Uma coisa muito estranha para mim que deveria ser normal é se trocar no vestiário haha as pessoas simplesmente se trocam na frente das outras e no brasil sempre via indo em cabines separadas. Foi assim que também comecei a ver corpos diferentes e especialmente mais velhos (o que tem me feito ficar mais tranquila sobre o envelhecer). Só era estranho quando eu ia na academia da faculdade e ai chances de você ver sua professora/orientadora pelado e confesso que ainda não consigo fingir costume hahah
Eu tenho gostado de ver corpos mais idosos nu, porque sempre foi tão tabu e aí a gente vê e sabe onde vamos chegar e como podemos chegar. Tenho achado isso libertador. Aqui já abandonei a toalha, uso mesmo só para sentar em cima... mas imagino que encontrar alguém, como a professora, pode causar certo pudor! hahahahhaa
Obrigada por mencionar o Brunch!
Amei o texto!
Interessante, já tinha ouvido falar sobre essa questão das saunas, mas não as conheci quando fui em Berlim, gostei do texto!
Obrigada pela leitura. E volte pra Berlim pra curtir essa belezinha. ♥️
Achei muito chic a publi dela, parabéns! E vou pesquisar esse movimento das saunas aqui em São Paulo!
clica no link do patrocinador! hahahahahaha... bom te ver aqui. ;)
Muito legal ler sobre essa experiência. Primeira vez que soube que existem raves na sauna! Obrigada por compartilhar sempre pautas tão interessantes
Aliás, vc não mora em NY? Porque se eu morasse por lá (ou aí), eu iria ver qualé dessa próxima edição da sauna rave que vai rolar aí.
Fui recentemente em uma nova sauna que abriu por aqui e devo dizer que não consegui relaxar. Primeiro pela questão da nudez completa, que me incomoda bastante (sigo tentando entender de onde vem isso). Segundo que mal podia encostar nas coisas sem ter uma toalha protegendo a madeira das saunas, fui chamada atenção duas vezes até. Não sei como é em Berlim, mas aqui eu tenho a impressão que algumas pessoas estão na sauna apenas pra ver outros corpos nus e pra serem vistos também e isso, pra mim, vai contra o propósito dessa prática. Nem meu marido alemão se sente confortável. Espero muito um dia poder ver/sentir a nudez como algo natural e não sexualizado. Agora, iria fácil fácil em uma coffee rave, hein? Haha
Não sei onde vc está, mas aqui em Berlim sinto que ninguém tá muito aí pro outro. E isso eu acho libertador. Na academia que vou, também sinto o mesmo: ninguém preocupado com a nudez vizinha. Fiquei curiosa sobre o lugar onde vc está.