eu também fui vítima de uma amizade assim: foi num apartamento gigantesco na Rebouças, mais ou menos 10 anos depois da sua história.
me deu tremores ler o texto, mas também me sinto aliviada de não ser a mesma pessoa que nunca duvidou do ser humano estapafúrdio quw povoou minha vida por aquele breve período.
lembro como foi brutal ser a primeira a descobrir a farsa e os dois meses que demorou para os outros amigos se tocarem que eu estava falando a verdade.. desolador. mas cá estamos.
Esse tipo de pessoa sempre me intriga. Seria uma condição psicológica (patológica), algum tipo de psicopatia talvez? Nunca me deparei com alguém assim, ainda bem, mas conheço algumas pessoas que mentem e acreditam realmente na mentira que contam, mesmo que haja testemunhas do contrário. Fazem isso com tanta frequência que acho que nem sabem distinguir mais o que é real do que não é.
Já quase nesse final horroroso, eu tinha um amigo psiquiatra que o conhecia um pouco. Ele denominou como sociopatia e mitomania, porque, ao contrário do Romand (do livro) que preferia não falar sobre os seus grandes feitos - que ele inventava, mas falava só de relance, sem querer comentar muito - e era visto como uma pessoa modesta e discreta. Já essa pessoa que cito, adorava se gabar de diversos feitos, contava tudo em mínimo detalhes, incluindo reuniões de trabalho que não existiam. Aliás, um filme que gosto muito sobre mentira, mas que não tem exatamente a ver com isso, é a Invenção da Mentira, do Ricky Gervais. Recomendo!
Incrível como o personagem é real, né? Até hoje me culpo por não ter enxergado quando aquela produtora super bacana talentosa apareceu do nada disposta a ser o contato comercial que eu tanto precisava. Não me lesou financeiramente , o jogo dela era mais perverso: envenenar pessoas pra ir se movimentando num determinado ambiente. Foi bom ter falado aqui disso, me senti menos sozinha. 🌻
Caralho tudo isso é muito puxado. Me passa uma sensação de filme de terror mesmo. E que bom que vc está aqui viva e plena, cercada de gente de verdade, contando sua história.
Leia, também, O impostor de Javier Cercas. Ele fingia ser um ex prisioneiro de campo de concentração nazista. Foi presidente de associação, líder comunitário etc. Livro fantástico.
Que relato, Lalai. Obrigada por compartilhar. Sempre fico impressionada com a sua capacidade de nos colocar dentro da história. Por um tempo, estudei sobre relacionamentos abusivos amorosos - vivi um, e o que mais me espantou quando fui entender mais a fundo, é como o “silêncio” é o principal trunfo desse tipo de pessoa. O silêncio das pessoas à volta, o silêncio da vítima - que mesmo quando tenta pedir ajuda é desacreditada, o silêncio da vergonha. E assim os abusos se perpertuavam e seguiam em novos relacionamentos. Obrigada por romper o seu, pq pelos comentários, dá pra ver o efeito cascata que isso gera. ❤️
Sinto muito você ter passado por um relacionamento abusivo. Sobre a minha história, desde que rolou, eu sempre falei abertamente para as pessoas que me perguntavam o que tinha acontecido (éramos tão unha e carne e, de repente, não estávamos mais juntos). Mas é curioso como as pessoas precisam viver para constatar de que eu não menti ao invés de se prevenirem e se afastar. Mas aí são escolhas eu cada uma faz a que acredita ser a melhor. Obrigada pela mensagem.
Esse tipo de gente é foda. Eu caí três vezes. E fui contando uma, depois a segunda e, por fim, me lembrei da terceira. Otário que fala? Não. Carente. Muito carente. Um deles foi meu primeiro grande amigo. Ontem mesmo tava falando dele. Deixou marcas onde passou. Narcisista que não deu conta. Hoje vive no ostracismo. A outra me apareceu na rua do nada pouco antes de eu vir pro Japão. Me pediu perdão. Ignorei. Não sei perdoar. O terceiro, pelo menos, me deixou uma “herança”. Ficou me devendo dinheiro. Tirei da minha vida. Anos depois, já fora, recebo um e-mail de uma advogada. Dois processos que ele abriu em meu nome tinham sido ganhos. Uma graninha legal. Fiquei feliz, mas perguntei por ele. Estava morto e ela só soube desses processos porque ele usou a OAB dela sem que ela soubesse. Não pagou as dores que ele me causou, enfim…
Nossa, sinto muito você ter passado por tudo isso. Mas vc disse uma palavra muito presente nesse tipo de história: carência. Ela é o que da toda essa abertura pra esse tipo de coisa acontecer e essas pessoas sabem muito bem disso. 😘
Que horror você ter passado por isso! Com o seu relato e a história do livro (que eu não tinha ouvido falar, mas fiquei tão curiosa que já coloquei na lista de leituras), me lembrei também de um episódio recente da Rádio Novelo com a história de uma mulher que namorou um espião russo que, depois de um tempo, desapareceu misteriosamente sem deixar vestígidos
Lalai, bom te ler e fico feliz que você tenha conseguido por um ponto final nessa relação.
Infelizmente também tenho uma história. Uma “amiga” que manipulava todo o grupo, ora falando mal pelas costas dos outros amigos, ora tramando para acabar com relações amorosas, ora sabotando novas amizades… Tudo isso com mentiras absurdas, envolvendo crimes inclusive. Claro que ela fazia tudo apoiada em uma camada de “““militância””” conveniente que tirava qualquer possibilidade de questionamento.
Chegou um ponto que, logo após os encontros com ela, eu me sentia esgotada, sugada, depressiva, mãos atadas, amarrada e extremamente ansiosa, imaginando “se ela falou mal do melhor amigo de forma tão baixa, o que será que ela fala de mim”.
Consegui finalizar a amizade há alguns anos e sempre me lembro desse passo com alívio.
Caraca, que história! Dava um filme, hein? O mais importante que a gente esquece é que a pessoa errada é ele, não você, que confiou. Não crie casca demais, não deixe o mundo te endurecer demais. Confiar é raro, é para corajosos, é para quem tem o coração aberto.
Dava um filme mesmo, especialmente com tantos detalhes sórdidos que não vem ao caso. Mas pelo menos a casca não criei, continuo confiando no ser humano (até mais do que eu gostaria! hehehehe)
O péssimo contando de um jeito maravilhoso. Li num suspiro. Nunca passei por nada parecido, mas sou muito ingênua e acabei me identificando. Que bom que agora é só história.
que feliz saber que você é você hoje, e que, ainda assim, conseguiu acolher essa garota com tanta gentileza depois de tanto tempo. (fiquei MORRENDO de vontade deste livro, inclusive)
eu também fui vítima de uma amizade assim: foi num apartamento gigantesco na Rebouças, mais ou menos 10 anos depois da sua história.
me deu tremores ler o texto, mas também me sinto aliviada de não ser a mesma pessoa que nunca duvidou do ser humano estapafúrdio quw povoou minha vida por aquele breve período.
lembro como foi brutal ser a primeira a descobrir a farsa e os dois meses que demorou para os outros amigos se tocarem que eu estava falando a verdade.. desolador. mas cá estamos.
sobrevivemos
Exato! Sobrevivemos e mais atentas aos sinais, porque esses seres não são raros.
E sinto muito por você ter passado por isso também.
Esse tipo de pessoa sempre me intriga. Seria uma condição psicológica (patológica), algum tipo de psicopatia talvez? Nunca me deparei com alguém assim, ainda bem, mas conheço algumas pessoas que mentem e acreditam realmente na mentira que contam, mesmo que haja testemunhas do contrário. Fazem isso com tanta frequência que acho que nem sabem distinguir mais o que é real do que não é.
Já quase nesse final horroroso, eu tinha um amigo psiquiatra que o conhecia um pouco. Ele denominou como sociopatia e mitomania, porque, ao contrário do Romand (do livro) que preferia não falar sobre os seus grandes feitos - que ele inventava, mas falava só de relance, sem querer comentar muito - e era visto como uma pessoa modesta e discreta. Já essa pessoa que cito, adorava se gabar de diversos feitos, contava tudo em mínimo detalhes, incluindo reuniões de trabalho que não existiam. Aliás, um filme que gosto muito sobre mentira, mas que não tem exatamente a ver com isso, é a Invenção da Mentira, do Ricky Gervais. Recomendo!
Vou procurar pra assistir! Que bom que você se livrou do cara 😳
Incrível como o personagem é real, né? Até hoje me culpo por não ter enxergado quando aquela produtora super bacana talentosa apareceu do nada disposta a ser o contato comercial que eu tanto precisava. Não me lesou financeiramente , o jogo dela era mais perverso: envenenar pessoas pra ir se movimentando num determinado ambiente. Foi bom ter falado aqui disso, me senti menos sozinha. 🌻
Nossa, sinto muitíssimo por você ter passado por algo assim. Bom que não houve prejuízo. Obrigada pela leitura, muito bom vê-la por aqui.
Obrigada, querida! É sempre um prazer este rolê por aqui.🌻
Caralho tudo isso é muito puxado. Me passa uma sensação de filme de terror mesmo. E que bom que vc está aqui viva e plena, cercada de gente de verdade, contando sua história.
Não deixa de ser mesmo um filme de terror, mas pelo menos as vítimas sobreviveram. :)
Leia, também, O impostor de Javier Cercas. Ele fingia ser um ex prisioneiro de campo de concentração nazista. Foi presidente de associação, líder comunitário etc. Livro fantástico.
Tá na meu radar, mas a edição brasileira tá esgotada. 😩
Que relato, Lalai. Obrigada por compartilhar. Sempre fico impressionada com a sua capacidade de nos colocar dentro da história. Por um tempo, estudei sobre relacionamentos abusivos amorosos - vivi um, e o que mais me espantou quando fui entender mais a fundo, é como o “silêncio” é o principal trunfo desse tipo de pessoa. O silêncio das pessoas à volta, o silêncio da vítima - que mesmo quando tenta pedir ajuda é desacreditada, o silêncio da vergonha. E assim os abusos se perpertuavam e seguiam em novos relacionamentos. Obrigada por romper o seu, pq pelos comentários, dá pra ver o efeito cascata que isso gera. ❤️
Sinto muito você ter passado por um relacionamento abusivo. Sobre a minha história, desde que rolou, eu sempre falei abertamente para as pessoas que me perguntavam o que tinha acontecido (éramos tão unha e carne e, de repente, não estávamos mais juntos). Mas é curioso como as pessoas precisam viver para constatar de que eu não menti ao invés de se prevenirem e se afastar. Mas aí são escolhas eu cada uma faz a que acredita ser a melhor. Obrigada pela mensagem.
Esse tipo de gente é foda. Eu caí três vezes. E fui contando uma, depois a segunda e, por fim, me lembrei da terceira. Otário que fala? Não. Carente. Muito carente. Um deles foi meu primeiro grande amigo. Ontem mesmo tava falando dele. Deixou marcas onde passou. Narcisista que não deu conta. Hoje vive no ostracismo. A outra me apareceu na rua do nada pouco antes de eu vir pro Japão. Me pediu perdão. Ignorei. Não sei perdoar. O terceiro, pelo menos, me deixou uma “herança”. Ficou me devendo dinheiro. Tirei da minha vida. Anos depois, já fora, recebo um e-mail de uma advogada. Dois processos que ele abriu em meu nome tinham sido ganhos. Uma graninha legal. Fiquei feliz, mas perguntei por ele. Estava morto e ela só soube desses processos porque ele usou a OAB dela sem que ela soubesse. Não pagou as dores que ele me causou, enfim…
Nossa, sinto muito você ter passado por tudo isso. Mas vc disse uma palavra muito presente nesse tipo de história: carência. Ela é o que da toda essa abertura pra esse tipo de coisa acontecer e essas pessoas sabem muito bem disso. 😘
Lalai, ri alto com a história da menina de 37 e com o ET no Paraná... socorro!
Ri muito também
Se essa gay truqueira era de Ferraz de Vasconcelos e fez AV-ECA-USP sei bem quem é, e conheço mais vítimas dos golpes dela.
Hahahah não é, mas tá vendo como tem várias truqueiras por aí?
Que horror você ter passado por isso! Com o seu relato e a história do livro (que eu não tinha ouvido falar, mas fiquei tão curiosa que já coloquei na lista de leituras), me lembrei também de um episódio recente da Rádio Novelo com a história de uma mulher que namorou um espião russo que, depois de um tempo, desapareceu misteriosamente sem deixar vestígidos
A história do Romand é uma coisa maluca. Leia se puder. Quero ouvir esse episódio! Vou ver se acho. Fiquei obcecada por essas histórias.
https://radionovelo.com.br/originais/apresenta/o-segredo-do-seu-lado/ É esse aqui!
acabei de ouvir!!! chocada…..
Lalai, bom te ler e fico feliz que você tenha conseguido por um ponto final nessa relação.
Infelizmente também tenho uma história. Uma “amiga” que manipulava todo o grupo, ora falando mal pelas costas dos outros amigos, ora tramando para acabar com relações amorosas, ora sabotando novas amizades… Tudo isso com mentiras absurdas, envolvendo crimes inclusive. Claro que ela fazia tudo apoiada em uma camada de “““militância””” conveniente que tirava qualquer possibilidade de questionamento.
Chegou um ponto que, logo após os encontros com ela, eu me sentia esgotada, sugada, depressiva, mãos atadas, amarrada e extremamente ansiosa, imaginando “se ela falou mal do melhor amigo de forma tão baixa, o que será que ela fala de mim”.
Consegui finalizar a amizade há alguns anos e sempre me lembro desse passo com alívio.
Gente! Que horror! Sinto muito você ter passado por isso e que bom que ficou pra trás. ♥️
Que agonia! Lamento que você tenha passado por isso!
O bom é que passou e virou história. :)
Caraca, que história! Dava um filme, hein? O mais importante que a gente esquece é que a pessoa errada é ele, não você, que confiou. Não crie casca demais, não deixe o mundo te endurecer demais. Confiar é raro, é para corajosos, é para quem tem o coração aberto.
Dava um filme mesmo, especialmente com tantos detalhes sórdidos que não vem ao caso. Mas pelo menos a casca não criei, continuo confiando no ser humano (até mais do que eu gostaria! hehehehe)
Sinto muito, Lalai.
Obrigada! Agora já está tudo bem. ♥️
O péssimo contando de um jeito maravilhoso. Li num suspiro. Nunca passei por nada parecido, mas sou muito ingênua e acabei me identificando. Que bom que agora é só história.
Às vezes a gente convive com uns loucos assim e nem se dá conta, mas bom que se conviveu, não te atingiu. Obrigada pela leitura e comentário.
que feliz saber que você é você hoje, e que, ainda assim, conseguiu acolher essa garota com tanta gentileza depois de tanto tempo. (fiquei MORRENDO de vontade deste livro, inclusive)
Eu recomendo, mas gosto muito da maneira como ele escreve e de como se envolve nas histórias (eu gostei mesmo foi de v13, achei bem audacioso)