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Jan 30Gostado por Lalai Persson

Me emociona a exposição sobre a Pequena África carioca, e muito obrigada por compartilhar. Estou flertando com a ideia de ir pra São Paulo logo mais para visitar, e essa dica foi um empurrãozinho.

Da última vez que estive no Rio, fiz o roteiro da Pequena África, visitei a Casa Da Tia Ciata, e vi de perto o Cais do Valongo e também o Jardim Suspenso do Valongo, logo em cima. De todos os amigos brasileiros que citei sobre o Cais do Valongo, 100 out of 100 não sabiam o que era. Lamentavelmente. Não sei se já leu, mas o livro A História do Rio de Janeiro de Armelle Enders é uma joia, contando desde o surgimento do samba na Gamboa, passando pelas festas populares, como a da Penha, até o surgimento de personagens do imaginário carioca, incluindo detalhes da revolta da vacina. É como comemorei o Carnaval ano passado no inverno europeu, horando a nossa história.

E sobre o que disse ali: “Seguimos com nossas vidas do jeito que dá, eventualmente nos manifestamos além das telas, mas poucas vezes nos unimos em prol de um bem comum.”, talvez a forma do brasileiro se manifestar é se unindo em prol sim de um bem comum: a sátira. rsss Talvez somos uma nação do rir pra não chorar.

P.S.: eu amei Past Lives. 💛

Bisous x

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Amei a dica do livro. Não conhecia e me incluo nessa lista de ignorantes dessa história do Rio. Muita novidade pra mim na expo.

Eu gostei de Past Lives, mas achei a história rasa. Sei lá, senti falta de um temperinho. Mas é a história da diretora, né? Então talvez é isso mesmo.

Sim, somos o país da sátira. Difícil, difícil, difícil. Será que ter essa veia protestadora no fim das contas é um privilégio?

Bjs (adoro vc por aqui)

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Se interessar, a maravilhosa Agência Pública fez um app chamado Museu do Ontem, que traz um mapa com os pontos marcantes da zona portuária do Rio, e nos faz descobrir desde a história do samba até as mais sangrentas. O usuário pode selecionar entre três tours: Tour do Terror, Tour do Samba e Tour da Corrupção. É fascinante!

Acho curioso que no Brasil existiram menos Revoluções como na Europa, e mais Revoltas (da Chibata, da Vacina, da Armada..), percebe? Talvez cada continente tenha seu propósito - cada história com seu privilégio.

Acho que Past Lives me tocou muito na parte da espiritualidade, e tava vivendo um momento parecido com a narrativa. Todo o conceito coreano do in-yun, sobre a conexão das pessoas que encontramos nessa vida, e lendo uma entrevista do filme, uma entrevistada fala também sobre o filme abordar o sentimento daqueles que mudam para outro país, e de quem deixamos na pátria que fica. Me fez refletir horrores, provocando uma maré de emoções! Talvez foi catártico e pessoal, rssss.

(Adoro estar aqui 🧧😘)

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Ultimamente, os DJs não têm salvado minhas noites (por culpa exclusiva minha, já que não saio), mas esse set da Barbara Boing salvou o dia. Chique demais.

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Siiim, achei uma lindeza sonora.

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